sábado, 23 de abril de 2011

Simplicidade.

Característica que surpreende a todo instante. Sem muito querer falar, acaba por muito dizer. Aproxima-se do essencial, daquilo que faz valer a pena, daquilo que não esquecemos nem com o passar do tempo. Um olhar, um suspiro, um sorriso ao acaso... Tudo espontâneo, tudo tão simples.
Conquista de verdade! É plena e transmite confiança, não deixa margens para duvidar. Um colorido visto apenas por quem a percebe com a alma, por quem a valoriza.  Os sentidos na realidade... Agradecem. É vasta e compacta, é o tudo e o nada. Vetores opostos se anulando para resultar no equilíbrio.
Condiz com o que se sente, condiz com o que se acredita. Singela, delicada, educada, bela... A simplicidade é mais. Está nas minúcias, está nos detalhes. Na cadência do sorriso de uma criança, na sabedoria profunda de um ancião. Na impulsividade comum aos jovens. No meu coração e no seu. E é mais, muito mais.  

Pensando alto

Suspendo julgamentos para ver melhor,
Vou de encontro com tormentos... Acalento minha alma e só.
Gestos confusos, palavras desviadas. Desvairadas?      

Suspendo julgamentos para entender melhor,
Foi o que fiz? É o que faço? Quero saber.
Por que as conseqüências dos meus atos...  Só eu! Só eu!

Pediria transparência, suplicaria pela verdade.
Aliás, suplico! Mas quem se importa?
Resta-me olhar no espelho antes de apontar o dedo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Plenos em si

Sabe o que mais me atrai no tempo? (esse tempo que passa sem a gente nem se dar conta) A independência dele. Implica na vida de tudo e todos sem pedir licença. Segue pleno o próprio curso e não avisa nada a ninguém. E parece sempre satisfeito. Só para constar, eu falo desse tempo que passa sem a gente perceber.
Muitos dizem que o tempo muda as pessoas que chega a curar feridas. Feridas da alma, do coração (o coração imaterial)... Mas o tempo na realidade não muda nada, nem cura nada. Quem muda é a matéria, quem muda somos nós, e mudamos porque é natural mudar, porque queremos mudar, ou não.
Defendo a idéia de que todos nós temos uma essência ou alma para quem preferir chamar assim. Ela também não muda. Nem nós poderíamos mudá-la nem mesmo o tempo. É uma constante envolvida num mundo de tantas inconstâncias. Vamos a diferentes lugares, conhecemos mil e uma pessoas, compartilhamos conhecimento, e até a vida. Mas ela está lá. Muitas vezes em estado latente, mas está lá.
Para os mais céticos poderia dizer que a essência seria o que há de mais individual e autêntico em um ser humano. Em um ser não consciente a essência seria a beleza por traz da própria existência.
A essência se assemelha ao tempo. Duas constantes que não podem ser vistas, tocadas... Não tem cheiro, não fazem barulho! Podemos ser a essência, podemos viver no tempo. Podemos ser vivos essencialmente e sermos plenos o tempo todo. Essência e tempo (esse tempo tão independente qualquer coisa) se fossem irmãos seriam gêmeos univitelinos. Com sutis diferenças. 
Tão plenos em si.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por querer

Decidi escrever diariamente em um blog... Neste blog. O tema ou os temas do diário eu prefiro não definir.  Aquela velha história de que definir é limitar! Na verdade mesmo eu não faço idéia do que pretendo escrever (apenas sei que quero escrever), então pra quê limitar? Ops! Pra quê definir?! Ah, tanto faz!   
O nome que escolhi para o blog, Meu Mix, insinua o desejo de escrever sobre qualquer coisa. De antemão digo que me interesso por tudo. Tenho curiosidade permanente e prazer em descobrir seja lá o que for.  Gosto do mundo real, mas suspiro pelo mundo das idéias.  Aprecio a objetividade e trabalho com ela, mas não abro mão das reflexões subjetivas.
 Sou jornalista, não formada ainda, mas sou.